segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Indicadores Sociais - Vila Valqueire


VILA VALQUEIRE


  • 24º lugar no ranking municipal de IDH
  • Esperança de Vida ao Nascer: 77,47
  • Taxa de Alfabetização de Adultos : 97,86%
  • Renda Per Capita: R$ 684,94
  • Taxa Bruta de Frequência Escolar: 96,69%
  • IDH-L (Longevidade) : 0,875
  • IDH-E (Educação) : 0,975
  • IDH-R (Renda) : 0,863
  • População : 32.279 habitantes

Indicadores Sociais - Gardênia Azul


GARDÊNIA AZUL

  • 106º lugar no ranking municipal de IDH
  • Esperança de Vida ao Nascer: 67,79
  • Taxa de Alfabetização de Adultos : 93,78%
  • Renda Per Capita: R$ 274,68
  • Taxa Bruta de Frequência Escolar: 76,4%
  • IDH-L (Longevidade) : 0,713
  • IDH-E (Educação) : 0,88
  • IDH-R (Renda) : 0,71
  • População : 17.715 habitantes

Indicadores Sociais - Cidade de Deus


CIDADE DE DEUS


  • 113º lugar no ranking municipal de IDH
  • Esperança de Vida ao Nascer: 66,66
  • Taxa de Alfabetização de Adultos : 93,56%
  • Renda Per Capita: R$ 207,56
  • Taxa Bruta de Frequência Escolar: 81,1%
  • IDH-L (Longevidade) : 0,694
  • IDH-E (Educação) : 0,894
  • IDH-R (Renda) : 0,663

Através desses indicadores sociais podemos ver que a situação na Cidade de Deus ainda é alarmante, tendo um dos piores IDHs entres os bairros da cidade. Mesmo com a pacificação nessa comunidade, que é o começo para uma melhora significativa, o governo ainda não tomou medidas para melhorar a vida da população, como melhores condições sanitárias, de educação e etc.

Agora, iremos explicar o porquê da Cidade de Deus ter índices tão ruins. Essa comunidade surgiu numa politica pública implantada por Carlos Lacerda de remoção dos moradores das favelas da Zona Sul, enviando-os para as zonas menos povoadas da cidade, onde núcleos habitacionais foram construídos para receber esses habitantes. Mas em 1966, ocorreu uma grande tragédia no Rio de Janeiro, onde desabrigados  
foram rapidamente movidos para essa comunidade, que não tinha infra-estrutura para comportar tanta gente que chegava, o que fazia proliferar as moradias irregulares, e aos poucos o Estado negligenciou essa área. Nesse momento, surge o tráfico, que inicialmente surgiu como um crime qualquer, como assaltos, mas que tomou uma proporção avassaladora com o domínio do Comando Vermelho na comunidade, que durou mais de 3 décadas.  Este domínio se torna evidente nessa reportagem, na qual vemos o Poder Público tendo que negociar com o poder local exercido pelo CV. http://eleicoes.uol.com.br/2006/estados/riodejaneiro/ultnot/2006/09/01/ult27u57597.jhtm 

A UPP em fevereiro de 2009 pode significar o começo da mudança para essa população. Mas ainda existem números alarmantes quanto à educação :
  • 92% dos alunos do Ensino Médio tem defasagem quanto à série.
  • 29% dos alunos abandonaram a escola.
  • 40% das crianças  até 6 anos não estudam ( devido ao fato de que 21% das famílias são formadas somente por mães e filhos, sendo que estas precisam trabalhar para sustentar a casa, e muitas vezes não tem vagas nas creches).
  • Somente um colégio estadual que abriga o Ensino Médio.
A situação da Cidade de Deus é de melhora, mas os jovens estão ao relento. Ao todo, 42% da população não trabalha ou busca emprego. Dos que trabalham, menos da metade (49%) tem a carteira assinada. Nesse cenário, 19,5% dos jovens de 15 a 24 anos não estudam e tampouco trabalham.


Hoje em Dia - Vila Valqueire



VILA VALQUEIRE

Nos últimos anos Vila Valqueire tem atuado mais como um bairro residencial, no qual cada vez mais empresas tem investido com filiais (exemplos: Bradesco, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú etc).
Pode-se perceber também a ausência de um shopping grande, o que se tem em Valqueire é um mini shopping (Senter Point - ex: shopping no qual a presença de alguns restaurantes- no ano passado só tinham 2, mas pelo crescimento comercial que se tem em Valqueire nos últimos 2 anos, neste ano mais restaurantes investiram no Senter Point neste ano).

A Estrada Intendente Magalhães é a sua principal artéria e marca seus limites com os bairros de Osvaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes, já foi chamada Real de Santa Cruz, porque fazia a ligação do Palácio de São Cristóvão, no tempo do Império, à Fazenda Real de Santa Cruz. Também denominada, durante muito tempo, de Rio São Paulo. Por sua demarcação, muitas vezes, passou Tiradentes quando vinha de Minas Gerais ao Rio de Janeiro.

O Projeto da Cidade Universitária: No ano de 1943, Gustavo Capanema (1900-1985), então Ministro da Educação do governo de Getúlio Vargas (1883-1954), pretendia edificar a Cidade Universitária em uma das grandes áreas do Valqueire ainda não loteada. No entanto a saída de Capena do ministério da educação fez com que a ideia fosse abandonada. Mas este projeto foi retomado mais tarde, onde hoje a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-Fundão), localizada na Ilha do Governador.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Introdução

Olá, prezado visitante.

Falaremos sobre a Grande Jacarepaguá, Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro, um dos maiores bairros do Brasil que está em processo de desmembramento, devido as expansões de suas regiões menores, sobre as quais nos aprofundamos para entender todas as ligações que este marco da ocupação carioca propiciou à cidade.

Para este trabalho de História do Colégio Pedro II, nós cinco (Felipe, Humberto, Matheus, Nathalia e Paulo Henrique) nos reunimos e distribuímos entre si os onze bairros que fazem parte do contexto histórico dessa área. São eles: Anil, Cidade de Deus, Colônia Juliano Moreira, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Pechincha, Praça Seca, Tanque, Taquara e Vila Valqueire, cada um com a sua história, sendo que todas são bastante interligadas.

Boa pesquisa,
Os administradores.

Bibliografia

http://www.omelhordobairro.com.br/riodejaneiro-freguesia/historia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_bairros_do_Rio_de_Janeiro_por_IDH
http://pt.wikipedia.org/wiki/Freguesia_de_Jacarepagu%C3%A1
http://portalgeo.rio.rj.gov.br/bairroscariocas/index_bairro.htm
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1366647
http://www.omelhordobairro.com.br/riodejaneiro-pracaseca/historia
http://www.fotolog.com/fifield/45197543/
http://www.omelhordobairro.com.br/riodejaneiro-taquara/historia
http://portalgeo.rio.rj.gov.br/armazenzinho/web/janelaDuvidaPop.asp?tablerelacao=HISTORIA_BAIRRO_DUVIDA_REL&keyfield=id_historia_bairro&keyvalue=115
http://www.historiadorio.com.br/bairros/curicica
http://cidadededeus-rosalina.blogspot.com.br/2011/05/verdadeira-historia-da-cidade-de-deus.html
http://www.cidadededeus.org.br/historia-da-comunidade

http://www.coc.fiocruz.br/patrimonio/index.php?Itemid=144&id=73&option=com_content&view=article#.ULemeOTAfCE
http://www.parquepedrabranca.com/p/colonia-juliano-moreira.html
http://portalgeo.rio.rj.gov.br/armazenzinho/web/BairrosCariocas/main_bairro.asp?area=122

http://www.portalemfoco.com.br/artigos.php?pag=artigo&artigoid=396

Memórias - Anil, Tanque e Curicica


ANIL

O atual bairro de Anil teve sua primeiras povoações devido as anileiras da região ( que dão nome ao bairro) serem de alta qualidade. O corante de anil era transportado pelo rio que também recebe esse nome até a Barra da Tijuca. Essa cultura desapareceu em meados do séc. XVIII com o início das plantações de café.
Anil tem uma ligação com Gardênia Azul e Cidade de Deus por terem feito parte da Fazenda do Engenho D’água.

TANQUE

No final do século XIX, quando ainda havia bondes com tração animal, surgiu a localidade que chamamos de Tanque. No local foi construído um reservatório para matar a sede dos animais, nos quais puxavam os bondes que faziam o trajeto da linha de bonde do bairro, a antiga Porta D'Água. O Tanque, atualmente, é um bairro de classe média que faz parte da Região Administrativa de Jacarepaguá.

CURICICA

Curicica era o nome dado a uma estrada que ligava a Baixada a um morro próximo, o Morro Dois Irmãos. Nesse morro, localizava-se um hospital especializado em tratar tuberculose (atual Hospital Raphael de Paula e Souza). A área do bairro, antigamente, era ocupada por alguns engenhos de cana-de-açúcar. A urbanização começou na segunda metade da década de 50, quando foi implantado o Grande Loteamento do Parque Curicica. Atualmente, o bairro tem em sua localização o PROJAC, sede da Rede Globo de Produções.

Memórias - Taquara


TAQUARA

A história da Taquara tem dois pontos de referência principais: a Fazenda da Taquara e a Companhia Ferro-Carril de Jacarepaguá.

A história da Taquara começa em 1757, quando o Barão de Taquara ergueu a sede de sua fazenda na região onde fica o bairro. Antes disso, a família dele comprou vários domínios na área de Jacarepaguá. O Barão assumiu a fazenda em 1864 e começou a expandir seus domínios, em áreas que hoje correspondem a outros bairros da região de Jacarepaguá como Praça Seca e Campinho.

A Companhia Ferro-Carril de Jacarepaguá, que ligava Cascadura ao Largo do Tanque e depois ao Largo da Taquara, foi construída em 1875 e funcionava como rota comercial da época. Inicialmente, o transporte era feito por tração animal, mas depois, deu lugar aos bondes, e no começo do século 20, bondes elétricos foram colocados.

A grande área do bairro favoreceu sua urbanização e industrialização a partir da década de 70. Hoje, o bairro sedia várias grandes empresas e é o principal pólo econômico de Jacarepaguá. A antiga Fazenda hoje é Patrimônio Tombado pela União.

Memórias - Cidade de Deus


CIDADE DE DEUS

O Rio de Janeiro da década de 60 vinha sofrendo com um grande crescimento populacional. Com pessoas vindas de outros estados, a cidade estava passando por problemas, não tinha infraestrutura suficiente para comportar todas essas pessoas que chegavam, ocorrendo a criação de favelas.

No governo de Carlos Lacerda (1960-1965) começou um processo de remoção de pessoas das favelas do Rio de Janeiro, através  da construção de novas habitações na cidade, em áreas menos povoadas como Vigário Geral, Senador Camará e Bangu. Nesse processo, foi também pensado um núcleo entre a Freguesia e a Barra da Tijuca, que posteriormente seria a Cidade de Deus. Este seria feito para abastecer esses bairros com mão de obra.

Em 1966, com Negrão de Lima no poder e o processo de construção do núcleo habitacional da Cidade de Deus em pleno vapor, ocorre a tragédia de 20 de Janeiro de 1966, no qual muitas famílias ficam desabrigadas e o governo toma como media a transferência dessas pessoas para a CDD. Haviam 1500 habitações em obras, 1200 quase prontas para a entrega, só faltando a infra-estrutura, mas com essa tragédia o processo teve de ser acelerado, originando um crescimento desorganizado nessa área, devido à falta de saneamento básico, educação e serviços básicos para a população, com o Estado negligenciando essa área.

Memórias - Colônia Juliano Moreira


COLÔNIA JULIANO MOREIRA

O primeiro núcleo habitacional onde hoje é a Colonia Juliano Moreira foi a fazenda do Engenho Novo, fundada em 1838. Também nessa época foi construída a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. A Fazenda do Engenho Novo foi desapropriada em 1912 pelo Governo Federal, sendo escolhido para a receber as pessoas que necessitavam de tratamento para doenças mentais, pois apresentava o isolamento necessário para essa função. Originalmente conhecida como Colônia de Psicopatas-Homens, foi sendo implantada entre 1919 e 1924.

Em 1935, foi renomeada como Colônia Juliano Moreira, em homenagem a esse médico, falecido em 1933, que foi responsável pela mudança ao tratamento às pessoas com deficiência mental. Essa Colônia foi referência nacional em tratamento à Saúde Mental, sendo destino durante os anos 20 aos 80 de pacientes em estado considerado irrecuperável. Na década de 60, chegou a abrigar cerca de 5000 pessoas.
Atualmente faz parte da Taquara.

Memórias - Gardênia Azul


GARDÊNIA AZUL

No início da década de 1950, José Padilha Coimbra era grande proprietário de terras na região do Anil entre as estradas do Engenho D’Água e do Capão (atual Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão).O domicílio do Padilha era onde hoje é o Condomínio Aldeia. A residência era cinematográfica cercada de jardim em que predominavam gardênias e vitórias-régias. Por isso, a mansão serviu de cenário para muitos filmes.

Em 1953, Padilha loteou as suas terras, dando nomes das plantas ornamentais que gostava aos loteamentos: Vitória-Régia (junto à Estrada Engenho D’Água) e Gardênia Azul (no final da Estrada do Capão). Na década de 1960, foi implantado o loteamento, com acesso pelas estradas do Capão (atual Av. Tenente Coronel Muniz de Aragão) e do Engenho D’Água. O atual núcleo do bairro foi criado na gestão do governador Negrão de Lima, voltado para a estrada do Capão.

Memórias & Indicadores Sociais - Pechincha


PECHINCHA

No início do século XX, surgiu uma localidade cujo nome popular era “Pechincha”. O nome fazia referência a um mercado da região, no qual concorria com os estabelecimentos comercias da Taquara e Freguesia, por seus baixos preços.

É no Pechincha que está localizado o Retiro dos Artistas, que surgiu em agosto de 1918, durante a Primeira Guerra Mundial. O local foi criado para abrigar artistas que fugiam da violência de seus países.

O bairro é hoje de classe média e classe média alta, predominante residencial com o comércio concentrado no Largo do Pechincha. Mas também abriga as comunidades Paço do Lumiar, Vila Nossa Senhora da Paz e Santa Isabel.

  • 29° lugar no ranking municipal de IDH
  • Esperança de Vida ao Nascer: 75,67
  • Taxa de Alfabetização de Adultos: 97,72
  • Renda Per Capita: R$751,78
  • Taxa Bruta de Frequência Escolar: 97,92
  • IDH-L (Longevidade): 0,844
  • IDH-E (Educação): 0,978
  • IDH-R (Renda): 0,878
  • População residente: 27.859

Indicadores Sociais - Freguesia


FREGUESIA

  • 30º lugar no ranking municipal de IDH
  • Esperança de Vida ao Nascer: 75,07
  • Taxa de Alfabetização de Adultos : 97,46%
  • Renda Per Capita: R$ 766,82
  • Taxa Bruta de Frequência Escolar: 98,82%
  • IDH-L (Longevidade) : 0,834
  • IDH-E (Educação) : 0,979
  • IDH-R (Renda) : 0,882
  • População : 36.515 habitantes

Indicadores Sociais - Praça Seca


PRAÇA SECA

  • 57º lugar no ranking municipal de IDH
  • Esperança de Vida ao Nascer: 71, 70
  • Taxa de Alfabetização de Adultos : 96,18%
  • Renda Per Capita: R$ 498,32
  • Taxa Bruta de Frequência Escolar: 91,79%
  • IDH-L (Longevidade) : 0,778
  • IDH-E (Educação) : 0,947
  • IDH-R (Renda) : 0,810
  • População : 64.647 habitantes

Memórias - Freguesia


FREGUESIA

Era a antiga Porta D'Água, também nome do rio local que vinha da Serra dos Três Rios, reunindo águas dos rios Olho D'Água, Cigano e Fortaleza. O nome Três Rios foi dado a uma das estradas mais importante da região, dinamizando-a. Foi construído no local o ponto final de duas linhas de bondes cariocas, sendo ocupada, primeiramente, a área conhecida como Largo da Freguesia.

O nome simplificado "Freguesia" se deve a edificação ali da menor unidade administrativa da Coroa Portuguesa, a Freguesia de Nossa Senhora de Loreto e Santo Antônio de Jacarepaguá, em cerca de 1661. Há sempre enganos sobre essa origem entre os moradores, que pensam ser derivado do forte comércio instalado no local, buscando atender a classe média-alta residente, porém atual. Foi essa unidade administrativa, então, que iniciou o processo de ocupação local, ao menos de forma jurídica, para toda a grande área da Baixada de Jacarepaguá.

Com a ocupação se acentuando, o governo incentivou a criação de foros (domínios úteis de certas áreas), agilizando a ocupação de bairros como Praça Seca, Tanque, Pechincha, Taquara e outros da Grande Jacarepaguá. Sua emancipação (no âmbito de torná-la um bairro) só foi possível graças ao incentivo do dono de muitas daquelas terras, o Padre Manuel de Araújo, que, logo após construir no alto de um morro a Igreja de Nossa Senhora da Penha, assistiu a ocupação do entorno e pressionou o governo para a separação da administração da freguesia de Irajá.

Devido a essa ocupação centralizada em um pequeno espaço com linhas de transporte importantes e um comércio um pouco desenvolvido, Freguesia passou a ter uma população de poder aquisitivo mais alto, gerando considerável desenvolvimento. Devido a isso, hoje é um dos bairros mais caros da cidade, tendo o maior número de lançamentos imobiliários, com alta qualidade de vida, comércio e estradas que ligam o bairro a quase todas as zonas municipais, estando ele numa posição bastante privilegiada (próximo a Barra e Recreio dos Bandeirantes).

Memórias - Vila Valqueire


VILA VALQUEIRE

A Fazenda do Valqueire surgiu no século XVIII e era propriedade de Antônio Fernandes Valqueire. Nas últimas décadas do século passado, o avô materno do Geremário Dantas, Francisco Teles (o Chico Teles), arrendou a Fazenda do Valqueire ao proprietário que era o inglês Willian Newlads. Foi nessa época que o Geremário nasceu. Na década de 1920, Newlads vendeu a propriedade para a Companhia Territorial Edificadora Suburbana. Porém, o lançamento de vendas dos terrenos demorou um pouco. Foi iniciada quando Luís da Rocha Miranda (1863-1926) entrou no negócio, e o nome da firma mudou para Companhia Predial. O engenheiro Alencar Lima foi o autor do projeto de loteamento, com ruas bem largas e nomes de flores, que foi aprovado pela Prefeitura em 1927, um ano após a morte de Rocha Miranda. A Companhia Predial continuou com a família, coordenada pelo funcionário Alberto Sampaio Ferraz, que completa 70 anos de firma em 1995.

O desenvolvimento do Valqueire foi bastante lento, pois a maioria comprou terrenos para investir e não para construir. Durante a década de 1950, haviam poucas casas na grande área loteada. O grande boon de construções foi iniciado no final da década de 1960. O trecho da antiga Estrada Real de Santa Cruz que passa por Vila Valqueire recebeu o nome de Estrada Intendente Magalhães em homenagem ao Tenente-Coronel Carlos José de Azevedo Magalhães, também dono de muitas terras na região e que foi o candidato mais votado para a Intendência Municipal (atual Câmara dos Vereadores) nas eleições de 1899.

No ano de 1943, Gustavo Capanema (1900-1985), então Ministro da Educação do governo de Getúlio Vargas (1883-1954), pretendia edificar a Cidade Universitária em uma das grandes áreas do Valqueire ainda não loteada. A compra chegou a ser anunciada em 16 de novembro de 1943. O Governo, porém, em novembro de 1944 não havia adquirido a tal área no Valqueire, mas continuava com a pretensão de construir a universidade no bairro. Todavia, a saída de Capanema do Ministério da Educação fez com que a idéia fosse abandonada. A União comprou terrenos na Ilha do Fundão, onde hoje se ergue a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Hoje em Dia - Praça Seca


PRAÇA SECA

O bairro conta com grande número de lojas, em todo seu percurso, muitas vezes exageradamente, tornando-se um "grande ponto de ônibus", onde a pessoa, localizada no centro da praça, tem diversoso supermercados, bancos, farmácias, restaurantes, bares, supermercados, escolas, conjuntos habitacionais (construidos com verbas públicas e particulares) dentistas, centros religiosos (católicas, protestantes, espíritas, maçons etc.), concessionárias de automóveis, serviços menores etc. Porém, não há centro de saúde básica no bairro, havendo a necessidade de locomoção para a UPA na Av. Intendente Magalhães, em Vila Valqueire (público) e outros nos bairros vizinhos (Madureira, Valqueire, Tanque, Taquara, Barra da Tijuca entre outros).

Devido às necessidades de modificação da infraestrutura municipal para a Copa do Mundo da FIFA e principalmente para os Jogos Olímpicos de 2016, o bairro se beneficiou com a construção da autoestrada com faixa exclusiva para ônibus BRT entitulada Transcarioca. Essa via incentivou algumas empresas a construírem filiais ao longo dela. São exemplos: Guanabara, Supermarket, Santander, Bradesco, Itaú, Gegê Sports entre outras. Houve também obras do Projeto Praça Seca Maravilha, que asfaltou e drenou cerca de 60 ruas em todo o bairro.

Memórias - Praça Seca


PRAÇA SECA

Pertencente ao General Salvador Correia de Sá e Benevides, que enfrentou os holandeses em Angola defendendo a hegemonia lusa durante o século XVII, pelo processo de capitanias hereditárias. Doou-a para seu filho, Martim, este se tornando o primeiro Visconde de Asseca e Alcaider-Mór do Rio de Janeiro. Ao chegar através da linhagem nobre dos Assecas ao 4º Visconde de Asseca, a área passou a apresentar mínimo, porém virtuoso economicamente, caráter urbano.

Sua nomeclatura, certas vezes determinada pelo clima local quente entre seus moradores, é fruto do sobrenome da família que o arrendou. A área principal, "Largo Visconde de Asseca" (ou "Largo Barão da Taquara") foi sendo abreviado, popularmente para algo semelhante a "Praça d'Asseca", em seguida, Praça Seca.

Mesmo longe da área já povoada, o chamado atualmente de "centro" da cidade, o bairro é o marco da ocupação interiorana da cidade, localizando no final do século XVIII cerca de 250 residências, três lojas de tecidos, 70 vendas de produtos diversos e 5 açougues.

A partir de meados do século seguinte, Praça Seca passou a ser considerada área nobre da cidade, atraindo cada vez mais população, junto a outros bairros, para a grande área de Jacarepaguá. Porém, a partir da década de 60, a descoberta da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes e a desvalorização causada pela ocupação de encostas de morros pela população pobre atraída pelas oportunidades de emprego no local provocou a migração da nobreza do bairro, empobrecendo-o.