sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Memórias - Praça Seca


PRAÇA SECA

Pertencente ao General Salvador Correia de Sá e Benevides, que enfrentou os holandeses em Angola defendendo a hegemonia lusa durante o século XVII, pelo processo de capitanias hereditárias. Doou-a para seu filho, Martim, este se tornando o primeiro Visconde de Asseca e Alcaider-Mór do Rio de Janeiro. Ao chegar através da linhagem nobre dos Assecas ao 4º Visconde de Asseca, a área passou a apresentar mínimo, porém virtuoso economicamente, caráter urbano.

Sua nomeclatura, certas vezes determinada pelo clima local quente entre seus moradores, é fruto do sobrenome da família que o arrendou. A área principal, "Largo Visconde de Asseca" (ou "Largo Barão da Taquara") foi sendo abreviado, popularmente para algo semelhante a "Praça d'Asseca", em seguida, Praça Seca.

Mesmo longe da área já povoada, o chamado atualmente de "centro" da cidade, o bairro é o marco da ocupação interiorana da cidade, localizando no final do século XVIII cerca de 250 residências, três lojas de tecidos, 70 vendas de produtos diversos e 5 açougues.

A partir de meados do século seguinte, Praça Seca passou a ser considerada área nobre da cidade, atraindo cada vez mais população, junto a outros bairros, para a grande área de Jacarepaguá. Porém, a partir da década de 60, a descoberta da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes e a desvalorização causada pela ocupação de encostas de morros pela população pobre atraída pelas oportunidades de emprego no local provocou a migração da nobreza do bairro, empobrecendo-o.

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